A planta que evolui pra isso e aquilo…
Junho 22, 2009
Domingo sim. Quase oito da noite e eu aqui, no Pelourinho a trabalhar. Mas não triste. Só com vontade de estar em casa com Juan mesmo. Desde quinta labutando com sua garganta infeccionada e apesar de já estar bem melhor ainda ta molinho, dengosinho…
Hoje meu plantão é até meia noite e quando eu chegar ele já vai estar dormindo. Eu queria relaxar, mas ta difícil… Ele ta com a Tetei dele e bem cuidado, mas poxa…
Hoje dei risada velada dele, porque estamos desde ontem lá na casa de minha mãe, na Ribeira – a Tetei. E aí hoje foi lá Jucy ver a gente com Ramalho e na hora do almoço desatamos a discutir filosofias variadas, devaneios sociais, estruturas comportamentais e um monte de outras quinquilharias pensamentísticas e aí ele reclamou, testou chantagem e eu, quem me conhece sabe, quando estou entretida num papo bom, sai de baixo. È como um grude e eu não consigo parar…
Aí na ultima reclamação eu já estava naquela de querer sair da mesa, mas ainda discutindo, parati, patatá, vem minha mãe: “ô minha filha, Juan ta lá dentro reclamando que você não ta dando atenção a ele, que só quer ficar aqui conversando, já com cara de choro”. Aí eu acordei né, dei meus últimos pitelecos e fui lá, ao encontro do príncipe.
Juan não nega as origens. Quando ele veio o mundo, ainda imerso no quentinho do meu ventre, decidi que em seu nome não haveria um Vergasta, o meu sobrenome materno, historicamente carregado de dramaticidade feminina. Mas não adiantou patavinas, pois Juan Felipe veio com toda ela em seu sangue e quem conhece o moleque desde menor sabe de toda a teatralidade ali inerente. Pois sim. Lá estava Juan, no quarto, na cama, deitado, todo encolhidinho. Chego eu: ô Ju, ta fazendo o que aqui amorzinho?
Pronto. Foi a deixa pra uma série de reclamações lacrimosas e ele dizia assim:
- Você só quer ficar falando de política e de onde veio o mundo, e a planta que evoluiu pra isso e aquilo e nem liga pra mim!
Juro que não ri.
Conversamos, ele se acalmou; demos risada, secaram as lágrimas e ficamos agarradinhos lendo uma revistinha até que pegamos no sono, três da tarde! O resultado foi um soninho gostoso interrompido por minha mãe às cinco e meia, preocupada com meu horário de vir trabalhar. Rs
Adoro ver Juan reivindicando, argumentando os quês de seus descontentamentos. É um exercício que espero que ele mantenha vida afora, com menos carga dramática, claro. Ele tem abertura para falar sobre o que sente e pensa, nunca esquecendo – ou sempre sendo lembrado – do respeito que precisa ter para com o outro, atento à maneira de falar e tudo mais que é necessário nesses momentos. Afinal, calar dá câncer, vcs sabiam? Pois é.
Então eu tô aqui. Ouvindo um forrozinho, enquanto ele está deitado no sofá assistindo Kung Fu Panda pela terceira ou quarta vez. Ô Saudade…
E agora ele aprendeu a fazer massagem! Sim, sim, morram de inveja…
Deixa eu voltar pro São João que até quarta feira tem é água pra rolar. E pamonha, canjica, amendoim e licor também, claro.
p.s. a Internet resolveu cair de vez agora. Ela ta engasgando o dia todo segundo a galera. Agora resolveu cair de vez. Suicidou-se do pé de coentro. Fudeu. Como é que trabalha assim?