Risos e lágrimas em perfeita simetria.
Junho 13, 2009
Devendo textos a mim mesmo por conta da correria ‘miserávi’ do São João que já começou pra mim desde os idos de maio… arf.
Mas eu to aqui, vivinha da silva, comemorando a vida ao lado do meu piscuizinho, que hoje veio trabalhar comigo! Na verdade ele veio foi jogar vídeo game no computador e encantar a galera com seus bichinhos de massinha, réplicas perfeitas, como já contei antes.
“Na dança do kosaco, não fica com o saco fora” tocando aqui no quintal, o povo animado, rezando pra Santo Antônio, uns pedindo marido, outros pedindo pra se livrar mesmo, é o ciclo da vida. Rs
Tenho escrito muito é na latrina, no meu caderninho, nas madrugadas insones. O dia começa às seis, mas antes da duas fica difícil pregar o olho de fato. Mafalda tem me acompanhado também. Fui cair na asneira de recomeçar Nietsche, mas o bicho ta pegando literalmente, então deixei os aforismos de lado. Ontem fiz uma coisa massa, que adoro, que me gratifica, que me amplifica: arrumei minhas caixas. Minhas caixas de cartinhas, bilhetes e declarações de amor. E aí tasquei a ler tudo aquilo, uma delícia. Risos e lágrimas em perfeita simetria.
Quando eu crescer e tiver uma casinha só minha – aquela com quintal e mesa de madeira pra acolher a minha “grande família de Antônia – vou ter uma cristaleira pra guardar todas essas coisas, todos esses pedacinhos de mim, anotados no papel. Tem cartinhas desde lá na tenra infância, vcs não têm noção. Cartas pra caralho, cartas de amigos queridos que permanecem no cotidiano, cartas de amigos queridos que já se foram, cartas de amores, de amantes, de delírios, cartas das mais variadas motivações, putaquepariu, tanta coisa, tanta coisa que diz tanto de mim…
Aí eu fiz minha reafirmação do que sou, do que era, de quem me tornei, e nesses momentos o reencontro é lindo, porque é nas palavras do outro que fala de nós que sabemos desse Eu que as vezes se esconde por trás dos fios brancos, das rugas, das novas paixões que angariamos na vida.
E então eu fui me recapitulando, eu na escola, eu na rua, eu na faculdade, eu nos meus quintais, eu em mim. Tem de bilhetinhos trocados a cartas imensas, escritas em papel guardanapo. Imaginem só que nostalgia?
Pois é.
Agora eu quero é descansar nos dias que vem, agarradinha no meu pimpolho, fazendo nada, vivendo de ócio, até chegar segunda feira de novo e de novo, o quase novo.
Eu quero mais é olhar pra frente. Porque as vezes me critico demais, me cobro demais e me trato como se fosse robô, logo eu, que sou assim, tão coração…