E na sala da Liga da Justiça…
Março 31, 2009
…
. Lorenex. diz:
dá um conto
antonio luis diz:
eh favela!!!!
. Lorenex. diz:
falar nisso tem conto novo lá na Outra Casa
antonio luis diz:
sou caveira Isa
. Lorenex. diz:
depois vá lá ler
. Lorenex. diz:
vc é abestalhado luis
antonio luis diz:
lIsaaaaaaaaaaa
. Lorenex. diz:
um romântico abestalhado
antonio luis diz:
te amooooooooo
antonio luis diz:
porraaaaaa
. Lorenex. diz:
meu cúuuuuuu
. Lorenex. diz:
caralhoooooooooooo
antonio luis diz:
hehehehehe
antonio luis diz:
a gente eh baio astral
antonio luis diz:
te adoro
…
.Mais uma de Juan.
Março 30, 2009
Nós na cama ontem agarradinhos, depois de um fim de semana separados por circunstâncias diversas.
- Denguinho…
- Diga mainha…
- A gente precisa dar uma fugidinha né? Faz tempo que a gente não foge durante a semana né?
- É… Mas mainha, essa semana é semana de prova viu? Deixe passar as provas que a gente faz isso, tá?
Pois é…
Try (Just A Little Bit Harder)
Março 27, 2009
Tô aqui ouvindo Janis, num tédio desgraçado, sob esse céu azul das três da tarde, rezando pra noite chegar e uma cerveja gelada vir beijar a minha boca. Tem aqui um monte de coisas a fazer, mas hoje é sexta-feira. E hoje é sexta-feira da preguiça. Até pra escrever – imaginem – eu to com preguiça. Um horror.
Lembro que quando eu morava com minha mãe e botava a Janis na vitrola (mentira, era cd mesmo, mas vitrola é bem mais legal), ela reclamava, dizendo que aquilo era uma depressão, que era carregado, um monte de exclamações que mais me faziam rir que outra coisa. Mas a razão de mamys era fato. Janis é tudo isso mesmo, além de maravilhosa. Agora mesmo eu queria esses gritos dela, esses uivos todos em meus ouvidos enquanto meus pés dançam descalços num chão frio – ou a areia – com um céu vermelho de pôr de sol e uma taça de vinho. E um ele lá a me olhar. Sim, um ele. Artigo indefinido.
Nada novo sob o sol.
A tarde passa incerta e os meus cabelos presos. O colar sobre o decote, o anel prateado, as unhas semi-roídas, a garrafa de água oferecendo goles, o computador. Recados lidos, emails deletados, fotografias e sorrisos passeando pela tela, meus olhos cansados e a mente ininterrupta.
Mercedes Benz.
2.7
Março 26, 2009
Hoje não tem festa, nem bolo, nem guaraná, mas é meu aniversário.
27 outonos. Ariana torta.
Vou aqui apertar o resert e já volto. O dia está nublado demais hoje, tomara que o sol apareça…
Mélancolic
Março 24, 2009
Acabei de perder inúmeras palavras. Acabei de perder muitas coisas que precisava ler. Claro que não vou conseguir atender o telefone. To chocada, paralisada e não tenho forças. Perdi coisa pra caralho e não tenho nem como tentar esboçar a porra toda aqui, poqrue não há como. Eu digito como quem mija. Eu não penso no mijo em si até acabar o ato, olhar pra latrina e constatar seu amarelo. E então, as palavras, elas vêem assim pra mim, simplesmente surgem, simplesmente aparece para que eu as vomite e o teclado é uma invenção amaravilhosa, apesar de ter dúvidas ainda, muitas, quanto ao pouco íntimo. Acho que não. Acho que ´[e bastante interessante e eu gosto, gosto mais da coisa de poder quase seguir a minha linha de pensamento, dá pra acompanhar melhor do que com a caneta. Ah, disso eu não tenho dúvidas. É massa. Escrever como uma metralhadora. Lembrei. Foi disso que – também – falava no texto que perdi. E agora preciso ficar atenta ao que lipe disse, exercício de memorização total, heim, fofa? “Aperte control b amô”. Isso aí. O negócio engraçado é paRAR DE ESCREVER NO MEIO DO PENSAMENTO. DIFÍCIL, MAS VAMOS TENTAR. Subiu tudo aqui sem querer. Aí eu não apago, pra ficar mais viral. Então, estávamos falando do Hunter Thonpson – pó, se tiver errado corrijam. Tamo aí. Control b.
Essa menina, a Mariana Aydar, ela canta muito. Preciso ir fazer o macarrão. Como eu queria trabalhar num ambiente assim todos os dias. Escrita e música. Com pitadas de rock e drogas. Então, o Thompson. Ele mesmo. Que Leonardo sempre falava. Literatura e jornalismo. A junção. Lá no texto que perdi também falei disso, foi. Que o meu tcc foi uma merda e que até hoje não sei onde encontrar um e outro no livro. Ou talvez, pensei agora cá com meus botões, quase num lampejo de auto-solidariedade, que talvez, ambos estejam tão unidos que não há como discernir um e outro. Ok. Concordo que isso pode ser sim, ta bom. Mas ta insuficiente. Pra mim né gente? Tem que satisfazer quem, antes? Pra seu Paraíba aquilo é uma obra prima. Porque somos amigos, porque ele confia em mim e isso é lindo, é indescritível e não tem como valorar. A amizade, a confiança, são coisas impagáveis. Mas não há dê se viver só disso na selava babilônica. Control b. Preciso ganhar dinheiro para viver meus vícios. O amor, o sexo, a amizade… é preciso dar-se um contexto. Ainda que seja para ter o prazer de descontextualizar-se a qualquer momento. Control b.
“Vento no canavial”… Lembrei do anjo sem asas. São sempre boas lembranças que me chegam. Seria ótimo se ele também embarcasse no kamikase, mas talvez eu enjoasse de balançar tanto mais rápido. Fiquemos na redinha então, deixando o ventinho soprar no fim da tarde e trazer lembranças leves. Quando tiver certeza disso que digo vou poder sair caminhando dessa história, mandando beijinhos de adeus no ar. Control b.
Esse texto aí de baixo eu fiz ontem. Já de noite, esperando o outro dia nos ponteiros à meia noite. A última hora do dia finda o socialmente aceito. A Mariana canta que nem a Elis, jogada, largada. Não ainda não chegou a ser o que pode ser. Sinto que ela ainda tem que deixar jorrar mais. Mas a voz dela é maravilhosa, gostosa de ouvir. Particularmente gosto muito das quebradas. Ela tem uma caída de voz, uns contrastes ótimos.
“Deixa o verão pra mais tarde”. Esse texto aí de baixo é a maior pala. Mas vá lá. Essa também era linha do carretel que perdi mais cedo. Escrever é mais que vontade. Escrever é necessidade, coisa quase vital, quase viral de mim em mim. E gostoso ver as palavras virais também para outros. Ser lida é um desejo. Pronto, acho que coloquei os quereres em seus lugares né? Ou apenas nomeei alguns. Não sei, pouco importa na verdade viu? O que vale é que eu escrevo e certamente alguém vai ter paciência pra ler tudo. Mas ficamos naquela coisa irônica – esqueci o que ia dizer. Parei pra conversar e esqueci tudo. A banana toda. Mas daqui a pouco eu volto. Deixa eu tragar nicotina.
“Se quiser entrar na dança só depende de vc”.
E aí, só prafinalizar porque realmente é preciso fazer o macarrão: termino essa frase aí de cima e penso em dá-la de brinde a ele e, abro o livrinho dos minutos de sabedoria, no banheiro. E na página toda, uma mensagem: não exija dos outros o que vc ainda não é capaz de dar. Sim, é por aí…
Mas segue o texto.
Eu quero acreditar em todos os amores. Sou uma romântica incorrigível e quero muito ter um companheiro de verdade para dividir a vida. Alguém que confie, que admire e respeite. Alguém que goste de ler as coisas que escrevo, nas linhas e também nas entrelinhas. Alguém que conheça muitas músicas e que tenha por elas um apreço parecido com o meu. Alguém que chore à toa de vez em quando, que goste de ver o pôr do sol. Alguém que saiba parar para respirar antes de atirar suas pedras. Que entenda que a vida é feita de momentos e que cada um guarda sua eternidade.
Quero um companheiro que me bote no colo e saiba a hora certa de me tratar como mulher, como amiga e como pessoa. Que não tenha medo de dizer o que sente e que goste muito de sexo. Que entenda que as vezes eu só quero ficar sozinha mesmo e que isso não é tristeza. Que entenda de tpm, que saiba sair, que saiba ficar, que saiba sumir e reaparecer. Que me deixe a saudade, que me traga a presença. Alguém que não encasquete com besteiras e crie caraminholas do nada. Quero alguém que tenha seus ciúmes mas não me tenha como posse. Alguém que saiba se impor, que discorde de mim, que me abrace forte de repente.
Quero alguém que me surpreenda no meio do dia com uma ligação, uma mensagem, uma presença, me convidando para uma fuga inesperada, um passeio de barco, uma banho de mar… Quero ser surpreendida, quero saber que sou desejada, quero beijos sinceros e ávidos, quero sopros na nuca, mordidas no queixo, lambidas, sussurros, ventanias e tempestades.
Quero alguém pra brigar feio e depois acabar na cama, revertendo as fúrias. Quero fechar os olhos e saber que tenho porto. Quero navegar em outros mares e saber onde posso ancorar.
Quero olhares desafiadores e gargalhadas a dois. Quero desentendimentos e reconciliações. Quero olhares cúmplices, segredos, pecados e juras de amor. Quero ser pega de surpresa durante a fuga. Quero alguém que contradiga os meus nãos. Quero boas justificativas. Quero silêncios, quero gritos no escuro. Quero alguém que me mostre que vale a pena. Quero a luta justa e limpa e a partir dela, o desafio de continuar.
Quero acreditar no amor, mesmo sabendo que ele não existe. Quero acreditar e ter fé, pois só com ela vamos adiante. Se enxergássemos o mundo cruamente como ele é, seríamos suicidas em série e a vida já estaria extinta. A paixão e a fé é o que nos move no decorrer de nossas vidas. E quando somos mais de um, somos possibilidades. E eu acredito nisso. E quero alguém que também acredite nisso para confabular comigo embaixo das cobertas. E eu vou acreditar até o fim, vou travar essa luta comigo todos os dias, mas não vou me deixar afogar no ceticismo que me ronda. Por isso sou mãe, por isso tenho amigos e por isso continuarei buscando meu parceiro de aventuras, meu álibe, meu homem. E eu vou encontrar. Ou não seria Isa Lorena.
.Um novo ciclo.
Março 23, 2009
Enquanto costuramos a asa do anjo, vemos o outono chegar com seus vermelhos. Vermelhos vivos, intensos. Ainda pouco festivos, é verdade, mas vermelhos sempre.
Dentro de mim, tonalidades em ebulição. Páro, respiro fundo e deixo a pulsação voltar ao normal, enquanto me questiono o que é mesmo ser normal e outros mas. O meu calcnhar dói um pouco, em sintonia com o pulso direito, que insiste em não parar de doer. O coração contrái aleatoriamente e a esperança brinca no jardim e eu a vejo da janela.
Há um pouco de vácuo alí no canto, mas não consigo alcançar. E o ar aqui dentro está quente e o incenso já parou seu queimar, deixando-me órfã do cheiro de canela. Não tenho cigarro e nem dinheiro. Sou uma pobretona em quase véspera de aniversário. Não, não pergunte pelo meu humor…
A música é a grande salvação dos meus dias nesse ambiente que já não suporto mais. São dias longos e monótonos e eu penso em sexo a cada três segundos, por uma questão institiva mesmo, não tem nada haver com estímulos.
Escrevo sobre mim para não me perder nessas contrapartidas, porque muitas vezs acaba o dia e quando eu me olho no espelho vejo um borrão que não sou eu. Não era essa se manhã e quando o sol bater na beirinha da cama amanhã, pedirei que haja forças para levantar e encarar tudo outra vez. Não há um dia sequer que não me pergunte: Porque diabos ainda não posso trabalhar em casa – na praia, na varanda, no jardim, plantando bananeira que fosse – escrevendo e ouvindo música?
E o pior, eu tenho a resposta: Porque sou uma vaca que não se leva à sério. Claro que não sou uma pataquada por completo, mas não sei potencializar meus valores. Há um monte de coisas paradas esperando a preguiça passar, esperando o meu acreditar, esperando, esperando o trem, com o Chico do lado com seus olhinhos de giz.
O inferno astral está no fim. É a bobagem que digo pra me consolar. Não que não seja fato, mas, né gente, não dá pra ficar nessa…
Que venha os 2.7. Ê lelê!!
“Nas ruas de outono
Os meus passos vão ficar
E todo abandono que eu sentia vai passar
As folhas pelo chão
Que um dia o vento vai levar
Meus olhos só verão que tudo poderá mudar
Eu voltei por entre as flores da estrada
Pra dizer que sem você não há mais nada
Quero ter você bem mais que perto
Com você eu sinto o céu aberto”
“E tropeçou no céu como se fosse um bêbado”
Março 23, 2009
Antes do próximo beijo, a cura.
Antes dela, nem um sopro.
Porque se o coração ainda dói com a percepção da ausência, se ainda há dúvidas, se ainda há procura tola em horas vagas, é porque ainda não chegou a hora de brotar.
Então, botão, vamos regar o seu agora e deixar que se fortaleça antes de encarar o mundo.
Tenho em mim uma certeza boba, de que se transformará em linda flor. E seus espinhos serão fortes, caso seja necessário usá-los.
Mas antes do beijo, botão, deixe aqui cicatrizar…
Em carne viva…
Março 23, 2009
Nina estava confusa. Mas sabia que estava errada. Sabia, no fundo, que estava fugindo por medo, puro medo do inesperado, do incabível, da leveza insustentável de ser. Então ele sussurrou no seu ouvido:
“Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios ainda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair
Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir”.
E então ela não tinha mais palavras, apenas beijos ávidas pra lhe dar.
Clariceando
Março 20, 2009
“Se tudo existe é porque sou. Mas por que esse mal estar? É porque não estou vivendo do único modo que existe para cada um de se viver e nem sei qual é. Desconfortável. Não me sinto bem. Não sei o que é que há. Mas alguma coisa está errada e dá mal estar. No entanto estou sendo franca e meu jogo é limpo. Abro o jogo. Só não conto os fatos de minha vida: sou secreta por natureza. O que há então? Só sei que não quero a impostura. Recuso-me. Eu me aprofundei, mas não acredito em mim porque meu pensamento é inventado”.
Claro que dinheiro não é tudo. Mas meu habitat é uma selva babilônica e só com ele sobrevivo. Portanto, ele é o elemento propulsor para adquirir o quase tudo, já que o tudo nem mesmo existe, é antes uma idéia pessoal e intransferível. O fato é que não dá pra continuar trabalhando tanto e ganhando tão pouco por isso. Não dá pra chegar no meio do mês sem salário e nem dá pra enlouquecer criando possibilidades para outros ganhos quando o tempo é curto e não cabe mesmo enfiar nele mais coisas.
Sim, está difícil. Mas eu vou continuar lutando.
Essa não pode passar…
Março 17, 2009
“Ô Isa, e desde quando vc é uma pessoa romântica?”
rsrs
Nem tudo tem resposta né gente?