Claudinha deu sinal de vida. Vai demorar para ficar bem, de fato, mas está respirando. Acalmou mais meu coração.

Eu continuo bem, um pouco eufórica com tanta coisa pra fazer e resolver nesse março e em sequência dele, mas sinto tudo conspirando a meu favor, além das doses contínuas de carinho que venho recebendo do anjo que me guarda.

Ontem á noite uma cena de cinema: Estava na casa de mamys sozinha esperando todos chegarem e aproveitei pra encarnar Elis na sala, do jeitinho que gosto e que me faz um bem danado. Então estava lá na Estrada de Santos quando percebo que sou observada por ele, Juan Felipe. A saudade deu as mãos à emoção e no abraço apertado surgiram lágrimas descompassadas. Foi lindo… Essa sensibilidade de Juan me encanta muito e faz de mim essa mãe apaixonadamente patética que vcs conhecem bem.

Queria que naquele momento estivéssemos só nós dois, em nosso lugar. Mas já não me aflinjo mais com isso; quero antes acreditar que será breve a concretude desse sonho e, no lugar do lamento, a luta.

Sigamos.

Quinta-feira sem cinzas

Fevereiro 26, 2009

Lembrei de súbito que lá no comecinho de janeiro estipulei que uma das palavras de ordem desse ano seria reciprocidade.

Eu tô transbordante de alegria, minha gente! Porque meus amores estão todos trilhando caminhos assim, perfumados e coloridos.

Tecnicamente hoje começa meu inferno astral. De certa forma – porque tudo tem pelo menos três lados -, sim, eu o aceito. Daqui a exatos 30 dias – ops! 32 – serei uma mocinha de 27. Ou uma quase balzaquiana. Ou uma senhorita de quase 30, não importa agora. Aqui na minha sala está um arêrê, porque estão “desmembrando” a bichinha, que tava tão bonitinha arrumadinha pro carnaval, “devidamente mascarada”, ironiza tico aqui na cachola – com tapete e tudo. E aí para uma pessoa trabalhar escrevendo nessa zoeira toda, nesse entra e sai, pega computador, desmonta e leva, pega mesa e troca de lugar, liga o som, desliga o som, cai a Internet, volta, cai de novo, não volta mais… Putaquepariu!!!

Mas calma Isa, vc está feliz.

Amanhã é sexta-feira e eu vou me grudar em Juan nesse fim de semana e descansar. Fazer as unhas que estão horríveis pós-carnaval, tomar um banho de rosas, me jogar no mar. Talvez um cineminha com meu piscuit, talvez um passeio no parque… E se a preguiça permitir, começar a esboçar meu artigo.

Meu anjo vai estar noutras bandas. Mas em breve a saudade se finda.
De mais a mais, estão aqui todos os vestígios e em mim inteira essa vontade.

Março por sua vez está chegando feito furacão e percebi isso ainda mais claramente quando sentei ontem pra fazer meu planejamento mensal. Como diz Déia, cabô o carnaval, começou 2009. É fato. Mas é claro também que muita coisa boa está por vir, justamente porque estou tão decidida a conservar essas faíscas de alegria que pipocam no meu céu agora.

Aproveito e agradeço a todos que fazem parte da minha vida. Porque são vocês, pedacinhos meus, que fazem de mim o que sou. Agradeço a tudo de bom que vem me acontecendo e agradeço por estar viva. Que eu tenha sabedoria para conservar tudo o que há de bom.

Saravá!

“Tomara meu Deus, Tomara”

Fevereiro 24, 2009

Engraçado como as vezes torcemos por contrários. Eu tô doidinha pra que acabe o carnaval porque não agüento mais trabalhar feito condenada e porque não dá pra ficar tanto tempo longe de Juan. Mas aí vem a contradição que me avisa que, com o fim do carnaval, há também o fim de algumas coisas boas que com ele vieram.

Hoje passei por algumas provações. Ter forças para tomar decisões difíceis e rápido nunca foi bem a minha praia. Inda mais quando tenho que decidir deixar de lado coisas de que gosto muito.

Eu não quero ser explícita. Porque nem tudo é publicável. venho aqui dividir com vcs alegrias e tristezas porque sei da energia dos que lêem. E aqui também é meio terra de ninguém, blog de desabafo, como diz meu alter-ego. Diferente lá da Outra Casa, do Universo Bloguístico e do Tudo em Lento Suicídio, isso aqui não tem regras. Ah gente, eu não tô bem não viu…

Terça de carnaval.
E nesse momento, um vazio dentro de mim. Mas um vazio estranho, não do agora, mas do que possivelmente virá. Mergulhei fundo demais nesse rio caudaloso, mesmo sabendo que podia me afogar. E agora que não dá pé, não consigo ver as margens. As águas são fluentes e o verde ao redor é lindo. Mas eu quis mergulhar.

Não saí de tarde, de novo me burlei. Havia a vontade, mas não um querer absoluto. E eu estava ainda imersa nas minhas palavras escritas naquela folha de papel, estava ainda absorta na reação que elas podem ter causado, ainda estava irresoluta quanto aos seus efeitos. Mas eu tinha de fazê-lo. Geralmente é assim que funciona: acho que deve ser e me jogo. Mas muitas vezes, me jogo nua no rio e esqueço o quanto pode estar frio na hora de sair. Daí eu fico lá, mergulhando, voltando, mergulhando… Sem querer sair mais.

Então são oito da noite ainda e meu plantão até meia noite parecerá uma eternidade. Mas hoje estou na companhia do boá preto, que coitado, esperou tanto para ir pra rua e a máscara, já aprovada na avenida. E nós vamos juntos pra Barra hoje, porque lembraram que eu também sou gente e me deram folga amanhã.

Tomara que eu encontre todo mundo. Porque não quero nem pensar em ficar lá sozinha. Não vai ser legal mesmo se isso acontecer. Hoje eu quero extravasar sabe? Trocar todo esse cansaço de trampo carnavalesco e curtir até a última gota. E amanhã a gente pensa em saudade, ok? Até porque, há muitos indicativos de que haverá uma crise de abstinência forte vindo por aí. Algo quase tão certo quanto previsão meteorológica em salvador. A gente às vezes lê/vê num desses noticiários que vai chover canivete o dia inteiro, aí dá aquela chuvinha de manhã e depois vem o sol, com tudo.

Tomara que no meu terreiro o galo cante também dessa maneira. Tomara. Porque poucas coisas são tão ruins do que ficar distante de quem gostamos por conta de outros e não de nós. E aí eu pensei cá com meus borbotões que o Alceu Valença devia ter presenciado uma situação parecida com a minha quando compôs essa música aqui:

Tomara meu Deus, tomara
Que tudo que nos separa
Não frutifique, não valha
Tomara, meu Deus

Tomara meu Deus, tomara
Que tudo que nos amarra
Só seja amor, malha rara
Tomara, meu Deus

Tomara meu Deus, tomara
E o nosso amor se declara
Muito maior, e não pára em nós

Se as águas da Guanabara
Escorrem na minha cara
Uma nação solidária não pára em nós

Tomara meu Deus, tomara
Uma nação solidária
Sem preconceitos, tomara
Uma nação como nós

.
É isso aí. Uma nação sem preconceitos. Que compreenda de uma vez o que a Cássia cantava com tamanha maestria: “Não basta o compromisso, vale mais o coração”. ;)

Segunda-feira de carnaval. Eu, acabaaaaada!
Depois que saí do Pelô ontem dei uma chegadina no Palco do Rock. Cadê a galera rocker de Salvador minha gente??
A galera de preto circulava tranquilamente na arena de Piatã. O Palco é massa, bem localizado e tal, mas tava bem vazio.
E o som não me agradou muito não. Cheguei na hora do punk e misturando com meu cansaço, não curti.
Fomos pra casa.
De lá, já na madrugada, vinha chegando uma tempestade. Que delícia!
Os clarões no céu anunciava fotografias variadas e os trovões arrotavam a valentia divina.
Fiquei na varanda e ao fundo, havia um som bem melhor do que eu tinha deixado lá: era um psicodélico bacana que muito me lembrou os Secos e Molhados.
Meus cabelos ao vento, alguns pingos de chuva: abri as mãos e capturei alguns punhados de energia.
Adoro tempestades.
Parece sempre que elas me anunciam.

Fiz tanto fogo ontem mas hoje não fui pra avenida como combinei comigo. Dormi até quase meio dia e depois que acordei, continuei sonhando. Saí atrasada, cheguei atrasada, com nenhuma vontade de vir trabalhar, a bem da verdade.

E aí que já estou aqui fazendo novos planos pra amanhã. Já basta que vai acabar o carnaval e eu não colei na corda do Psi, mas ficar sem ver Ivete é foda.

Então, o plano é ir amanhã para avenida. rs

Último dia né?
Mentira.
Pra uns até é viu, mas pra mim, acho que o carnaval vai durar até quinta…

Arf.

Como alguém pode trabalhar sem internet? Numa sala de imprensa? Postando conteúdo em site?

E o que me diz se a internet volta mas o tal site está tão congestionado que não abre??

E o que me diz de estar trabalhando enquanto o psi e Ivetão tão lá passando na avenida?

Merdaaaaaaaaaaaaaaaa!!!

Amanhã tô de novo no plantão duro da noite até começar um novo dia.

E amanã tem muquiranas, chiclete, eva, psi e mudança do Garcia de tarde. E se eu dormir hoje o sono justo que não tive de ontem pra hoje, eu vou. Ah… eu vou MESMO. Só preciso fechar os olhos. Porque com mais um virote, nem jah aguentaria.

Cansei desse negócio de ficar trancada trabalhando.

E hoje ainda dou uma passadinha no palco do rock lá em Piatã antes de dormir.

Não sou de ferro, porra.

Quero me aposentar.

E tenho dito.

É tão gostoso ver as coisas evoluindo, tranqüilas, cada qual a sua maneira, de uma forma lúdica, simples, pura, firme e sábia de si.
É tão gostoso estar perto de quem nos faz bem… Sentir essa paz, esse frescorzinho brando. Saber-se leal sentimentalmente e não ter medo e receio de dizer e de ser dito. Amar e não se sentir presa. Em contrário: sentir-se livre, leve, calma…

Estou feliz. Irremediavelmente.

E viva a festa da carne!

isa-lorena

Me diga se há algo pior do que não ter pra onde ir? Pior do que ter sua mochila com tudo trancado em algum lugar agora inacessível? Do que ter praticamente duas casas e as duas estarem trancadas de maneira que você não pode entrar?

Tô com uma terrível sensação de que essa noite vai ser longa.

Tô com uma terrível vontade de chorar.

Não é que tenho me tornada uma sem teto absoluta, mas a minha consciência conhece as possibilidades e eu, definitivamente, não gosto de invadir a praia de ninguém.

Lembrei agora de um motivo simples pelo qual passei a não gostar de carnaval depois, principalmente, que virei uma trabalhadora.

E pra cagar tudo um tantinho mais, Juan está tão longe que não pode me abraçar agora e segurar essas lágrimas que eu não posso deixar cair.

(des)mascarados

Fevereiro 20, 2009

Troquei facilmente a saída nos mascarados ontem por uma noite de amor. Fui fazer papel de Dominatrix numa freguesia única, específica e mil vezes mais significativa. Quem não gostou foi o boá preto, que ficou guardadinho na sacola. Reclamou, mas já estamos prometidos de sair juntos no sábado, eu e ele, arrasando na avenida. E claro, a máscara cinza lindona também.

Hoje o dia vai ser pesado aqui na ascom, mas o sol está lindo e eu ainda estou inteira lá em Piatã. Daí que o tema de hoje é inevitavelmente este:

“Estranho seria se eu não me apaixonasse por você.
O sal viria doce para os novos lábios.
Colombo procurou as índias, mas a terra avisto em você.
O som que ouço são as gírias do seu vocabulário”

Ser agora.

Fevereiro 19, 2009

Acabei de saber de uma notícia muito triste, triste mesmo em absoluto e queria muito ligar pra alguém pra dividir isso, mas não dá, simplesmente não dá, porque não é nada diretamente comigo e ninguém entenderia nada e eu teria que falar e falar e contar toda a história. (Lucinho chegou aqui e me salvou por alguns segundos, mas eu não consigo parar de chorar…).

Algumas pessoas que vem aqui no blog também conhecem a Cacau, que foi minha professora na faculdade e que se tornou uma grande amiga depois do acadêmico. A Claudinha é uma das pessoas mais fantásticas que conheço, por tudo de bom que emana e eu torço sempre demais por ela, que tão nova, sabe bem o que quer da vida e, ainda que as dúvidas sejam muitas, segue seus caminhos com coragem e determinação.

Faz um tempo que a Claudinha estava feliz, bem feliz por causa de uma pessoa que agora, mais que antes, mais do que em qualquer outra vez que ouvi e li ela falando dele, sei o quanto era especial. E ela fez planos e ele também e eles se complementavam e ele fez uma música pra ela e ele estava longe resolvendo tudo dele pra vir pra cá… E eu acompanho essa história feliz do lado de cá ouvindo os gritos que ela dá lá do blog dela. E nos últimos tempos tudo estava maravilhoso até agora ir lá e encontrar a última postagem de pouco mais de uma hora atrás contando sobre a morte do Bem.

E eu não consigo conter essa tristeza agora, por tudo, pela própria brevidade da vida, por essa coisa de ser tudo tão rápido e tão cruel e o mesmo tempo, por ter mais uma vez a certeza de que nada é justo mesmo, não do jeito que tanto gostaríamos que fosse e que tudo acaba tão rápido e que precisamos mesmo ser agora e não depois, sabe? Precisamos fazer agora o que queremos, precisamos mesmo, gente, dizer agora o quanto nos amamos uns aos outros, precisamos entender, de fato, que “é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”, como o Renato insistia em dizer.

Eu não consigo segurar essa dor dentro de mim porque eu imagino o quanto ela deve estar sofrendo. E isso me dói tanto, tanto… E a única saída é escrever mesmo e sei lá, tentar dizer isso tudo pra vocês mesmo, porque acredito que repetir pode até ser cansativo, mas é tão necessário… E nós nos esquecemos todos os dias de dizer que amamos ou deixamos pra depois. Queria falar com ela, queria vê-la, mas não há nada há ser dito com precisão e ela não quer falar com ninguém, sei lá…

E se há algo que agora quero pensar pra me consolar dessa dor, além de rezar muito pra que Claudinha também pense nisso, é que eles viveram muito e intensamente esse amor. Isso é o que há de maravilhoso agora. Ele passou na vida dela como um furacão de felicidade. E isso nunca vai mudar. E a dor vai se transformar com o tempo numa saudade imensa e depois vai ser mais controlável e… Mas é tão difícil entender o final…

A vida é tão leve
Feita de instantes breves, infinitos e irretocáveis.

Faz tempo que não me sinto empolgada assim com o carnaval. Nos últimos anos o meu ser crítico dominou minhas expectativas carnavalescas e pouco ou nada me alegrava na folia momesca. A última vez que saí pra rua todos os dias, no carnaval, tinha 16 anos. Pois é. Faz um tempão…

Na verdade eu nem lembro se saí mesmo todos os dias. Lembro que namorava Tony e fomos com minha mãe para o camarote do Campo Grande. Lembro de ter dançado e etc, mas ter achado uma merda essa coisa de camarote. Eu olhava o povo se acabando lá em baixo e ficava doida pra descer também. Mas tinha toda a coisa de estar namorando e o ciúme lançando suas flexas pretas e tal.

Um ano antes eu, com quase 15, vivi o melhor carnaval da minha vida. Porque conheci Fabrízio. Porque foi o meu primeiro verdadeiro beijo de língua e foi em plena Ondina, debaixo de chuva. Uma delícia!

Antes disso eu sempre saí todos os dias de carnaval, desde pequenininha, porque como já contei aqui, eu sou a filha legítima da Chiquita bacana e ela me carregava pra folia. E eu a-do-ra-va! E era tão metida a valente que uma vez, lembro nítido, devia ter uns 11 ou 12 anos, soquei um cordeiro porque ele empurrou minha mãe. Nesse dia eu ia tomar uma porrada certeira se ela não fosse bem rápida!

Em 1999 eu estava já com outro namorado, o Marcelo. Ficamos em Jauá. Foi uma maravilha. Viemos um dia apenas pra Soterópolis ver a festa e ficamos no Campo Grande pulando atrás do trio. Também havia doses irrevogáveis de ciúmes que me impediam de olhar pro lado, pra frente e pra trás sem tomar um bom pito. Arf.

Aí, no ano 2000… Porra, não lembro. Na verdade, eu até lembro. Mas foi uma fase imprópria para menores. Então, deixa quieto. Acho que tinha terminado com Marcelo Já. E já estava com Wendell. Ou já tinha terminado com Wendell e estava com Marquinhos. Acho…

Enfim. Foi em 2000 também que conheci Amenon. No ano seguinte… Porra, to aqui fazendo um esforço homérico pra lembrar onde eu estava no carnaval de 2001. Mas realmente não lembro de nada. Engraçado como apagamos o que nos convêm da memória né? Lembro vagamente de ter saído esse ano com ele… Pra avenida, acho, um dia só. Acho que foi no dia que saí com meu cabelo de pano, fantasiada de mendigo. Um mendigo super sex, diga-se de passagem. Toda rasgadinha. Amenon reclamava horrores! Era engraçadíssimo, até ele se vingar babando na minha cara por Ivetes, Marias, Claudetes…

No final de 2001 Juan nasceu. No ano seguinte eu nem lembrei que existia carnaval. 2003 e 2004 foram anos de Pelourinho exclusivamente. Com Juan. Descobrindo os bonecões e as marchinhas. Gostoso que só!

Em 2005 o carnaval fora do Circuito Batatinha tinha perdido o sentido pra mim, que depois da maternidade passei a ver a violência com outros olhos. Minha visão crítica do carnaval era crescente e devastadora. Aí eu e Luis decidimos de uma hora pra outra ir pro Capão. Juan tinha então, três anos e seria o seu primeiro acampamento. Combinamos de viajar na madrugada de sexta pra sábado. Aí depois de muita chantagem barata, Jô me convenceu a sair na quinta com ele pra Barra. Luis ficou em casa dormindo. Foi uma loucura. Jô andava rebolando e eu reaprendi a quebrar até o chão. Voltei pra casa de manhã, bêbada, de pernas bambas e só lembro de ter dormido no ônibus, nas sete horas de viagem até a Chapada.

Em 2006 fiquei por aqui. Não tinha verba pra viajar. Namorava Pety (ou já tinha terminado? Vixe!). Saí um dia com Carol. Fomos pra Barra. Curtimos horrores! Nos outros dias fui pro Pelô com Ju, bailinho de carnaval e foi nesse ano também que eu, Vivi e Deia – a dinda – levamos Juan de tarde na Barra para conhecer o trio elétrico. Eu, cagona, tremia nas bases, mas Deia segurou a onda legal. Juan dançou, cantou, adorou! Foi massa…

Em 2007 trabalhei todos os dias. Estava na Educadora FM e dei plantão no carnaval. Mas lembro vagamente de ter saído algum dia… Sim! Saí um dia com Lygia! Não estava mais namorando ninguém. Foi nesse ano, inclusive, que me aposentei dos namorados. Acho que tinha terminado com besouro, um lance assim. Aí fui pra Barra encontrar Lygia depois de um dia de plantão na rádio. Estava acabada e com uma mochila cheia de livros. Ainda assim dancei horrores e voltei pra casa de manhã. Lygia conta que, na verdade, eu queria conversar. Em pleno carnaval. Drogas têm efeitos né gente? Inda mais depois de um dia trabalhando pra caralho… Claro que você pode me chamar de louca. Fica à vontade.

2008 não saí mesmo. Estava de plantão no A Tarde. E Já estava instalada no Flamengo. Lembro de ter passado todo o carnaval me queixando de como a vida é injusta porque eu não podia viajar, etc etc…

(Eu já ia dizer: em 2009… Aí lembrei que é agora).

Então, esse ano a coisa toda mudou. E eu to nessa coisa da vontade de sair, de curtir, de pular… Realmente tenho consciência de que não aguento ir pra rua todos os dias e, na verdade, a vontade não veio assim, latente. Quero ir pra rua me acabar na quinta e no sábado. E só. E convenhamos: vou trabalhar todos os dias. Plantão brabo. Assessoria do Pelô. Sala de Imprensa. Loucura total. Mas quinta e sábado eu to colada.

Quinta estarei às dez da noite (né isso Carol?) na Barra, na concentração dos mascarados, que como já contei, vai me receber de Dominatrix e cheia de cravinho na cara né? Porque a fantasia é devastadora e eu vou precisar de coragem mesmo. E no sábado tem a saída do Ilê – uma coisa linda de ver e curtir -, lá no Curuzu. Depois vou pra Barra eufórica para ver o Psirico. Aí domingo eu junto os caquinhos restantes e venho trabalhar de novo.

É isso. Tomara que encontre um montão de gente na rua. Que conheça um monte de outras, também. e como eu to num clima indescritível de “eu quero mais é beijar na boca”,s er feliz e etc, se você também ta nessa, “então, cole na corda”.

Nota: Acho que namorei o Pety em 2004. E em 2006 conheci Besouro. Desculpem rapazes, minha memória é um horror. E isso não modifica em nada a intensidade do meu amor.

Nota 2: Carol é praticamente a mentora do meu carnaval. É ela quem bota todo o fogo do mundo pra eu ir pra rua. Daí que vamos incendiar esse ano. Ê Lêlê!

Nota 3: tem não. Era só pra ficarmos no ímpar mesmo, que é sempre mais gostoso. ;)