Pequena exclamação

Outubro 31, 2008

Engraçado. Tenho me deliciado com o troca-troca dos blogs à minha volta, no espaço cibernético. Eles me lembram o troca-troca que promovo e que adoro, da vida real. É, na explicação mais tosca, mais ou menos assim: eu te apresento o meu e vc o seu. E aí aproveito pra te apresentar mais uns, dos meus, e vc faz o mesmo com os seus. E no final, minha gente, no final, a suruba é de-li-ci-o-sa!

 

Quando criei o Universo Bloguístico, apesar do querer grande de que assim fosse, não imaginei que ele viesse a, de fato, fazer sucesso. Mas eis que ele não só é visitado e comentado (importantíssimo!), como também é difundido, não só através de seu link, mas, principalmente, por sua idéia. E aí eu tenho visto agora meus parceiros webístico dizendo nos seus: visitem esse e aquele! E então eu fico cá com essa sensação gostosa de que toda forma de amor vale a pena e vale amar e que a propaganda – boca a boca ou dedo a dedo em nosso caso – é a alma do negócio.

 

Pois então.

 

Pois então. Aproveitando, dou notícia aos meus:

  1. O livro está semi-concluído, o que significa que já estou respirando melhor J
  2. To precisando urgentemente de uma noite regada a voz e violão. Nada de barzinho, nossa voz mesmo. Quem se habilita no coral?
  3. Segunda-feira, dia 3 é aniversário de Juan. 7 anos, idade importante (e qual não é né? Tsc…)
  4. Minha banca acontece em algum dia entre 10 e 19 de novembro, então vão programando a semana desde já que apoio moral é o que mais preciso nessa hora.
  5. Esqueci o que ia dizer.

 

E pra finalizar, coloco aqui o link para um textículo pra iniciarmos os trabalhos de novembro, mês de muitas consciências.

Saludos, como diz Luis.

Minha situação periclitante de outubro: Tenho argumentos cabíveis e convincentes – para mim mesma, óbvio. Não tenho que convencer ninguém além de mim mesma, diariamente, de diveeeeersas coisas – enfim: (eu tinha que colocar dois pontos de novo, caralho. Ih consciência… vatepraporra!): :::::: vamos voltar.

 

Outubro não pode acabar porque:

  1. Dia 3 tenho que entregar meu TCC e ele NÃO está pronto
  2. Dia 3 é também aniversário de Juan e eu não tenho nem o dinheiro do bolo, quanto mais do presente
  3. Vão faltar exatos dois meses pro ano acabar e eu tenho decisões seríssimas a tomar. Urgentes.

 

Aí são as problemáticas publicáveis, claro.

 

A contrapartida: outubro tem que acabar porque:

 

  1. Preciso do dinheiro que chega em novembro;
  2. (quer motivo maior que esse?????)

 

 

Como eu não tenho pra onde correr, só vomitando em palavras mesmo.

 

Aí eu tento me acalmar pensando que tenho boas notícias: resolveram pagar metade do que me devem. Então eu sento na cama, pego o caderninho maldito verde e vou separando o quê de quem. Cabô. Sério. Cabô TODO o din din. E tcharan! Ainda tenho dívidas!

 

 

Agora tem uma piadinha interessante batendo á minha porta, dizendo com um sorrisinho ridículo e não menos macabro, que preciso desembolsar pra lá de 500 contos pra diagramar, editar e imprimir minhas três cópias de livro. É… Às vezes nem banho de folha dá jeito.

 

“Vou mostrando como sou e vou sendo como posso.

Jogando meu corpo no mundo, eu perco e recebo um tanto

e passo aos olhos nus, ou vestidos de lunetas:

passado, presente, participo, sendo o mistério do planeta”

 

 

 

“Torna-te quem tu és”

Outubro 20, 2008

eu ia escrever o texto agora.. mas bateu uma preguiça…

então, pra não perder o pensamento e o título – apenas a ação – guardo-os.

amanhã eu venho e me espatifo.

‘té lá

;)

Bebete, vambora…

Outubro 20, 2008

 

Eis que o dia nasce trazendo novas cores, muitas delas pouco nítidas, outras encobertas por nuvens e outras ainda borradas pela chuva forte do fim de semana.

 

        São poucas as dores maiores do que aquelas que sentimos quando máscaras caem em nossa frente, deixando nítidas falhas que pensávamos já ter sido superadas. Pior ainda quando, por trás dessas máscaras, está a face de pessoas muito importante pra nós. Então naquele momento a dor parece infindável e indissolúvel e o coração fica apertado de um jeito que nem alicate de arame é capaz de desatarraxar.

 

        Mas como nem tudo fica perdido nessas horas, há o sorriso de alguém especial que nos lembra que ainda vale a pena estar vivo nesse mundo tão sujo, fedendo ininterruptamente a cocô bulido; é aquele lance: se pensarmos que pior do que ver cair a máscara de outrem é ser esse alguém de máscara caída, aí nós ensaiamos até o perdão, que não tem nada de divino, sendo antes um grande exercício humano de dificílimo acesso. E então vc olha pra aquele ser e tem o pior de todas as sensações: pena.

 

Ouvi isso a minha vida inteirinha de 26 primaveras outonais e toda vez que esse sentimento vil bate à minha porta, compreendo melhor que de fato, não há coisa pior do que sentir pena de outrem. Inda mais quando esse ser tinha (e tem) uma importância grande pra nós. A pena é um passo para o descaso, digo isso de troninho armado. E é terrível para os dois lados, acredito.

O fato é que minha conta continua zerada, muita coisa atrasada, as incertezas, as mesmas… E os planos mudando, forçosamente. Inclusive eles se reuniram ontem, em assembléia, e decidiram uma greve geral até eu terminar o mal.. bendito TCC. O que se dará em… xô olhar o relógio… ‘Xá pra lá, não vamos contar novamente não, que a tristeza está sempre à espreita…

 

Enfim. O dia nasceu – ai dele se não viesse! Inclusive um dia escrevi uma historinha (inacabada, como tantas outras coisas, né Isa Lorena…) e era um continho onde o sol, na hora de se pôr, resolve parar no meio do caminho. Pois é. Começava assim: naquele dia, o sol não se pôs, estagnou-se à linha do oceano. Interessante, poético, mas pouco prático. Então hoje é segunda-feira, o tal novo dia, se é que segunda pode ser considerado um dia novo, e eu estou aqui, tentando acreditar que vale a pena, ainda. As novas cores que ele trouxe, não se fizeram suficientes para me alegrar, mas já deu pra entender que é melhor ficar quietinha que amanhã já vem.

 

Ah… A esperança…

 

       

 

Pois é.

Outubro 16, 2008

Não, na verdade eu não quero escrever.

Tô num processo filadaputa com meu trabalho de conclusão de curso, porque resolvi escrever um livro biográfico e ele está consumindo todo o meu resto de juízo. E aí as coisas vão acntecendo em debandada: bem final de ano mesmo.

Provavelmente estarei desempregada até janeiro. provavelmente meus planos vão todinhos por água abaixo. Provavelmente meus repentes suicidas aumentem uns 80%.

Mas no final,

o tcc vai acabar, os planos vão mudar de rumo e vão surgir outros no lugar e eu não vou morrer porra nenhuma, por que não admito que ninguém crie meu filho além de mim.

Pois é.

hoje não tem poética, só desabafo.

“Mesmo com toda encrenca, com a sala escura,

com o nó no peito, com a cara dura,

não tem mais jeito… A gente não tem cura!”

Clariceando…

Outubro 1, 2008

 

Não gosto mesmo de postar aqui texto de outrem. Mas quando esse outro ser é Clarice, as coisas já não ficam mais no mesmo lugar. aliás, eu já estou fora de órbita, minha vida já está em nova estação e meu ponto de chegada já se modificou umas trinta vezes em alguns segundos. Ou seja: mais do mesmo e pernas pra que te quero, quase em mesma sinonia. Eu só queria passar o dia escrevendo e escrevendo um monte de bobagens e esquecer que a responsabilidade existe e que o trabalho é ganha pão e que eu mesma existo. Mas aí respiro fundo e sei que isso é só crise de setembro, que a primavera chegou e trouxe flores, que pode ser mesmo que encontre um grande amor daqui há uns meses e peço calma e paciência, porque sõa apenas mais dois meses aguentando o insuportável.

A vida. ô bichinha complicada…. Toma lá:

 

 

Se tudo existe é porque sou. Mas por que esse mal estar? É porque não estou vivendo do único modo que existe para cada um de se viver e nem sei qual é. Desconfortável. Não me sinto bem. Não sei o que é que há. Mas alguma coisa está errada e dá mal estar. No entanto estou sendo franca e meu jogo é limpo. Abro o jogo. Só não conto os fatos de minha vida: sou secreta por natureza. O que há então? Só sei que não quero a impostura. Recuso-me. Eu me aprofundei mas não acredito em mim porque meu pensamento é inventado.

(Lispector)